Endereço:Rua Padre Champagnat, s/n. Cidade Velha. Belém. PA. 66020-310.
Fones:(91) 4009-8846 / 4009-8817 (Direção)
Funcionamento: de terça-feira à domingo, aberto de 10:00 às 18:00 hrs.
O Museu do Círio foi criado pelo Governo do Estado, através de um convênio entre a PARATUR e as Obras Assistenciais da Basílica de Nazaré, sendo idealizado pelo jornalista Carlos Rocque e inaugurado em 09/10/1986, no subsolo da Basílica de Nazaré. Em 1991, saiu da esfera da PARATUR e passou a fazer parte da estrutura organizacional da Secretaria de Estado da Cultura - SECULT, passando por uma reforma espacial significativa, ocupando o espaço até 09/2002. Em 12/2005, o Museu do Círio foi reinaugurado em um novo local, passando a fazer parte do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, no bairro da Cidade Velha, juntamente com quatro museus: o Museu de Arte Sacra - MAS, o Museu do Encontro, a Casa das Onze Janelas e o Museu do Estado - MEP. Neste contexto, o seu espaço é composto por dois salões de exposições. O primeiro, revela a trajetória da fé, desde o achado da imagem até o Círio hoje, podemos verificar o manto e um pedaço da corda utilizada para puxar a Berlinda de Nossa Senhora de Nazaré. O segundo, proporciona ao visitante um melhor entendimento dos elementos que compõem a procissão, como: ex-votos, miniatura da procissão, culinária paraense, brinquedos do carrossel (1926), brinquedos de miriti e outros. Há, portanto, peças de várias épocas e procedências, ganhando novo significado dentro do museu. Documenta a história e a tradição da maior festa religiosa do norte do país e reafirma a importância da festividade como patrimônio imaterial de um povo.
O acervo foi formado de doações feitas por instituições ligadas à Igreja Católica, por particulares e principalmente, doações de promesseiros que participam do Círio de Nazaré. Encontramos também doações de objetos e documentos representativos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré de Vigia, Macapinho e outros municípios do interior do Estado, aonde também acontece a devoção à Virgem de Nazaré. São 1.300 peças em reserva técnica, distribuídas em 10 coleções que compreendem desde os objetos de arte sacra do século XIX aos objetos atuais, como brinquedos populares comercializados tradicionalmente durante a festividade.