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Simbiose das artes na mostra da Casa das Onze Janelas

Neste mês de julho, quem for ao Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, em Belém, poderá conhecer duas exposições que acontecem simultaneamente, “Passiflora Sapiens Vestes da Fragilidade”, do paulista Élcio Miazaki e “Bicho de corpo mole, mas de pele boa” do artista plástico paranaense Genivaldo Amorim.

Élcio Miazaki, nascido na capital paulista é artista visual graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Dedica-se à realização de projetos autorais, com obras que lidem com extensões de corpos, sejam humanos ou de máquinas (fotográficas), experimentações com tramas, bem como a pesquisa das formas, materiais e limites dos suportes. Como tema, aborda a memória, o patrimônio, o cotidiano e a ausência.

A mostra “Passiflora Sapiens Vestes da Fragilidade”, de Miazaki é composta por imagens fotográficas e objetos da série que remetem à ideia de metamorfose e simbiose trabalhada por ambos. permitindo a observação a um ser humano que não consegue esconder suas fragilidades.

Em sua primeira exposição no Estado do Pará, o artista plástico Genivaldo Amorim, apresenta no Museu, “Bicho de corpo mole, mas de pele boa”. Uma instalação composta por 41 peças feitas de tecido pintado e espuma, que se assemelham a uma espécie de bicho, e que ficam suspensas por fios transparentes que sustentam as peças, dando a imprensão de estarem flutuando.

A obra, que já foi exibida na National Art Galley, na Namíbia, em 2015, e no Museu de Arte Contemporânea de Jataí, em Goiás, em 2016, tem tempo de vida muito curta. Com uma única exposição, sendo inteiramente refeita a cada vez que o trabalho é exposto. Após a exposição, a instalação passa por uma transformação com as “peles” desses “bichos” sendo transformadas em roupas. Com isso a obra sai do espaço expositivo, ganha autonomia e a possibilidade de circular por outros territórios, no corpo das pessoas.

Na exposição, além da instalação, serão exibidas também outras peças que mostram essas fases seguintes do projeto, como algumas dessas peles oriundas de outras exposições, roupas confeccionada com peles e fotografias de pessoas usando essas roupas, possibilitando uma melhor compreensão da proposta do trabalho.

Com abertura no dia 20 de julho, às 19 horas. As exposições podem ser vistas em todas as salas expositivas do espaço (Sala Valdir Sarubbi, Gratuliano Bibas e Laboratório das Artes) até o dia 17 de setembro, de segunda a sexta de 10h até 16h e sábado e domingo de 10h até 14h.

texto da Redação, com a colaboração da estagiária Ariana Barros