Início >> Noticia >> Estudantes vão dramatizar a história escrita por Daniel Leite
  • Increase
  • Decrease

Current Size: 100%

Estudantes vão dramatizar a história escrita por Daniel Leite

 

O escritor Daniel da Rocha Leite foi o segundo autor a encontrar com estudantes que participam da Gincana Literária da 22ª. Feira Pan-Amazônica de Livros, que começa no dia 1 de junho. A roda de conversa foi realizada na Escola Cornélio de Barros, localizada no bairro da Marambaia, que faz parte da USE 7, O projeto visa levar o autor até à escola para promover a maior interação entre os alunos e a literatura. A obra escolhida para leitura dos 15 estudantes desse grupo foi o livro “A História das crianças que plantaram um rio”, 15 alunos da escola foram escolhidos para participar do grupo de estudo.

Daniel da Rocha Leite, nascido no Rio de Janeiro, é advogado, licenciado em Letras com habilitação em língua alemã e possui também mestrado em Letras. Atualmente faz doutorado em literatura em Lisboa, Portugal, onde mora há quatro anos. Daniel já publicou 16 livros. No encontro, realizado nesta quarta-feira, 16, contou sobre sua caminhada acadêmica até virar escritor e disse: “antes de tudo sou leitor, me considero um leitor e não um escritor”.

Formado em Direito, aos 21 anos, sentou sua vida precocemente estável e sentia que faltava algo, foi quando decidiu se inscrever em um concurso literário em 1992 e ganhou. A partir dai iniciou sua carreira e hoje é um dos autores contemporâneos no Pará que mais tem acumulado premiações em concursos literários. No concurso literário anual do antigo Instituto de Artes do Pará (IAP) já foi premiado em três ocasiões no gênero conto com os seguintes livros: “Águas Imaginárias” (2004), “Invisibilidades” (2007) e “Ave Eva” (2011).

Sobre o livro ‘A História das crianças que plantaram um rio’, que livro escolhido para ser estudado pelo grupo de estudantes da USE 7, ao falar de sua criação, contou sobre como surgiu a inspiração:  “eu estava em um evento no Marajó, um sarau literário, após o término um garotinho com pouco mais de 8 anos aproximou-se de mim e revelou ser um leitor e me pediu que escrevesse um livro para ele, aquele pedido ficou na minha cabeça e assim me fez ter várias ideias. Foi assim que comecei a ter ideias”.

Na tarde descontraídas e de muitas perguntas feitas por alunos e professores, duvidas sobre o texto do livro e mais curiosidades. Daniel Leite falou sobre as imagens que compõem a obra, enfatizando a importância das escolhas para narrar a sua visão poética ao dar mais sentido ao texto e consequentemente estimulando a imaginação das crianças. Ao resumir seu livro o fez em cinco palavras “memória, perda, afeto, conexão e esperança”

 Na despedida, o escritor deixou no ar a promessa de mais uma história inspirada de sua recente visita ao interior da Bahia.

Selma Azevedo, gestora da USE 7, contou que além da Cornélio de Barros mais 18 escolas compõem essa unidade. Segundo ela, o motivo que a levaram para escolher a Cornélio para representar esses estabelecimentos foi “o compromisso da gestão, dos professores e do aluno. A gente percebe isso quando vivencia o dia a dia deles”. Sobre a visita de Daniel Leite disse que se sentiu “emocionada em receber o escritor, me tornei fã incondicional e com certeza irei ler as outras obras”.

 

Leitores em formação

A estudante Louise Lobo Cardoso, 15 anos, sempre gostou de ler e que foi muito pelos os pais desde cedo: “eu aprendi a ler com cinco anos e depois disso nunca mais deixei de gostar”. Ela considera de extrema importância a Gincana literária, que é uma forma de incentiva r a leitura: “a maioria dos adolescentes que eu conheço tem certo desdém em relação a isso, por não possuírem o hábito de ler.

            Samir Galvão, 16 anos, aluno do 3º ano da escola Cornélio de Barros disse que “essa aproximação maior com o autor faz com que se sinta mais interessado pela literatura. O livro ‘A história das crianças que plantaram o rio’, chamou minha atenção para o quanto a natureza precisa ser preservada e cuidada”. Samir é violinista e irá apresentar uma dramatização juntamente com um projeto interno da escola voltado para a música e teatro, na 22ª Feira Pan Amazônica do Livro.

 O professor de geografia Pedro Henrique gestor cultural contou que a escola possui um projeto interno de arte e que irá atrelar o mesmo a Gincana Literária. Um grupo de fará parte da encenação, dentre eles alunos músicos que irão criar a sonoplastia à narrativa. Pedro disse que quer “contar essa história de uma forma melódica, poética e também critica”.

Fagner Monteiro, gestor cultural da Secult agradeceu a colaboração e receptividade da Escola Cornélio de Barros criar essa conexão com o autor e destacou a importância que a Gincana Literária ”traz com nessa interação e aproximação dos escritores com os estudantes”.

A Gincana cultural faz parte da programação da 22ª Feira Pan-Amazônica do Livro e tem apoio do Governo do Estado do Pará, juntamente com a Secretaria de Estado de Cultura do Pará - Secult e a Secretaria de Estado de educação do Pará – Seduc.

 

Por Camila Correia

Foto Elza Lima