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Feira do Livro termina com recorde de público e deve virar patrimônio imaterial do Estado

 

A XXI Feira Pan-Amazônica do Livro registrou recorde de público em dia único, ao reunir no sábado (3), penúltimo dia do evento, 54 mil visitantes. O “feito” foi bastante comemorado pelo secretário de Cultura do Pará, Paulo Chaves, e pela coordenadora da Feira, Ana Catarina Brito, durante coletiva de imprensa realizada neste domingo (4), no Salão Marajó, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

Outra notícia que entusiasmou a todos foi a assinatura de um projeto de lei, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), deputado Márcio Miranda, que torna a Feira Pan-Amazônica do Livro patrimônio cultural e imaterial do Estado do Pará. “É uma das feiras mais famosas do país, uma referência para os paraenses e para estudiosos, livreiros e leitores de todo o Brasil. Estava mais do que na hora dela ter seu reconhecimento registrado dessa forma”, detalhou o parlamentar, que também participou da coletiva de imprensa. Ele anunciou ainda a ampliação da Lei Semear, que incentiva e financia projetos culturais no Estado.

Seja para comprar livros, participar de cursos, palestras, encontros literários, ir a shows, visitar estandes ou até mesmo dar uma volta, a Feira foi local de visitação certo para as 400 mil pessoas que passaram pelo local durante seus 10 dias. Ao todo, foram comercializados 750 mil títulos, movimentando cerca de R$14 milhões, dentre esses, R$4 milhões do CredLivro, benefício dado aos professores e técnicos do Estado; R$600 mil para professores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e outros R$600 mil da Prefeitura de Belém, disponibilizado para professores do município.

Para Robério Silva, representante da Agência Nacional de Livrarias (ANL), o evento foi um “fenômeno”. “Para um país que está em crise e para o setor livreiro que está em retração há pelo menos dois anos, vender 750 mil livros é fenomenal. Mais uma vez a Feira Pan-Amazônica se coloca entre as melhores do Brasil”, comentou.

O representante da ANL divulgou também os temas mais procurados na edição de 2017. De acordo com um balanço realizado em todos os estandes, os segmentos mais procurados da Feira foram os romances, literatura brasileira (incluindo a poesia), literatura fantástica e histórias em quadrinhos, livros técnicos (universitários) e livros para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), seguidos pelos religiosos e esotéricos, infanto-juvenil e de autores paraenses. 

Já entre os títulos mais procurados o vencedor foi “A Cabana”, seguido por “O Homem Mais Inteligente da História", “Depois de Você”, “As Provações de Apolo”, “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” e "O Pequeno Príncipe”. Entre os técnicos, o Vade Mecum 2017 e a Legislação Brasileira lideraram. Entre os infantis “Histórias Para Dormir”, “Os Três Porquinhos”, “Soldadinho de Chumbo” e “Moana – As Aventuras do Mar” ficaram na ponta.

“Isto não é uma Feira do Livro, é um encontro, de cultura, arte, literatura, poesia, educação, onde o livro é a moldura e a semente, onde ao mesmo tempo que ele emoldura essa série de atividades (cursos, oficinas, teatro, encontro com autores) ele também prepara para as feiras que virão (de Santarém e outra no Sul do Pará). Então o mais importante não é a Feira e sim o que nós estamos formando: uma geração de novos escritores, novos leitores, aprimoramento de professores e o interesse pela educação e pela cultura”, finalizou o secretário de cultura, Paulo Chaves.  

Indagado sobre as novidades para 2018, o secretário de cultura adiantou o escritor homenageado da próxima edição e também o país. “Durante uma reunião nossa com diversos nomes da nossa cultura, literatura, professores e estudiosos, posso dizer a vocês que o nome foi um consenso de todos: Age de Carvalho. O escritor paraense, um jovem que representa muito bem o Brasil que irá ressurgir. E o país homenageado não poderia ser diferente, o nosso, o Brasil”, finalizou.

 

Por Heloá Canali