Nem mesmo a chuva afastou o público de mais uma edição do “Uma Noite no Museu”, realizada na noite desta quinta-feira (30), em Belém. O circuito noturno promovido pelo Governo do Pará proporcionou ao público exposições, visitas guiadas e atividades culturais em diversos equipamentos museais da capital paraense, em horário estendido, até às 22h.
Entre famílias, grupos de amigos e visitantes de diferentes idades, o movimento se espalhou pelos espaços do circuito ao longo da noite. A trabalhadora Vitória Leão aproveitou o horário para levar o filho e destacou a praticidade da programação. “Eu trabalho durante o dia, então esse é o horário que fico mais livre para sair com ele”, explicou. “É um espaço bom para trazer crianças, para conhecer um pouco mais da história”, completou.
A proposta do horário ampliado é justamente facilitar o acesso do público, como destacou o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas. “Não é somente chamar a população para visitar os museus, mas dar oportunidade para aquelas pessoas que não conseguem ir nos horários comerciais. Com os espaços abertos até às 22h, as famílias podem vir juntas e aproveitar a programação”, ressaltou.
Na Casa das Onze Janelas, o público percorreu as exposições “Amazônia Imersiva” e “Tridimensionalidades”, além da Aquapraça, que reabriu para visitação durante o circuito. No Museu de Arte Sacra, a nave da Igreja de Santo Alexandre e a exposição “Circulação Insular” também conquistaram os visitantes ao longo da noite.
A pedagoga Alcione Moraes também integrou o circuito com a família. “Sempre fazemos esse tipo de passeio. Como estava gratuito, viemos juntos”, contou. Ela destacou a experiência da filha durante a visita. “Ela ficou encantada, foi a primeira vez. É uma imersão mesmo”, disse.
Enquanto circulava entre os espaços, Alcione já organizava o roteiro da noite. “A gente ainda quer passar pelo Museu do Estado do Pará e pelo Soledade. A ideia é aproveitar o máximo antes das 22h”, compartilhou a pedagoga.
No Museu do Estado, visitantes aproveitaram os salões históricos e tiveram contato com a reserva técnica, além de visitarem a exposição “Lá Vem a Corda”. O Forte do Presépio reuniu público na feira de artesanato indígena, na roda de capoeira e na apresentação ao pôr do sol.
No Palacete Faciola e no Museu da Imagem e do Som, a programação incluiu visita ao memorial, a exposição “Povos da Floresta” e a Mostra Colombiana de Cinema. O circuito incluiu ainda o Parque Cemitério Soledade, aberto para visitação ao sítio histórico e ao conjunto de esculturas.
A estudante Índia Eduardo, da Universidade Federal do Pará, também participou da programação, mas com outro objetivo. “A proposta não foi vir só a passeio. A visita teve um fim acadêmico”, explicou. Segundo ela, a atividade está relacionada à disciplina de comunicação e assuntos contemporâneos.
Além dos equipamentos do Estado, o público também circulou por espaços convidados. Na Caixa Cultural Belém, estavam abertas as exposições “Amostradas” e “A Forma Viva na Arte de Véio”. A Galeria de Arte da UFPA apresentou a mostra “Terra Incógnita”, enquanto o Centro Cultural Banco da Amazônia reuniu as exposições “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, e “Trajetórias, Arte Contemporânea Paraense de 1959 a 2026”.
Também integraram o circuito o Centro de Memória da Polícia Militar do Pará e o Museu de Arte de Belém, ampliando as opções de visitação ao longo da noite.